Como simplificar a vida e conviver em paz na era das redes sociais


Simplificar a vida às vezes parece tão difícil no mundo que vivemos. Como lidar com tantas mudanças e discussões fervorosas? Será que a solução é fugir das redes sociais e cortar as pessoas de nossas vidas?

Percebo que essas dúvidas são reflexo de inseguranças naturais. Incertezas de um mundo que está mudando numa velocidade muito maior do que conseguimos acompanhar.

Também acredito que as respostas sejam bem mais simples do que parece num primeiro momento e neste artigo vou explicar os por quês...

Libertação Social: Seja o que você quiser

Mesmo com toda crise política que afeta nosso país, é preciso considerar que nunca vivemos um momento de mundo com tanta liberdade de escolhas.

Até bem pouco tempo atrás muitas pessoas viviam reféns da própria sorte...

Sucesso era considerado uma fórmula exata: estudar, tirar boas notas, fazer faculdade e acumular o máximo de títulos acadêmicos possíveis...

Casamentos de fachada eram firmados porque as pessoas não podiam assumir sua própria essência...

Ser apaixonado por tecnologia era coisa de "nerds gordos" que não se encaixavam na sociedade...

Mulheres viviam uma angústia sem fim na busca por estereótipos de beleza impossíveis de alcançar...

Vivíamos uma sociedade baseada em rótulos que definiam quem você era na fila do pão, com muito pouca chance de encontrar "a sua própria tribo".

Em menos de duas décadas começamos a ver pequenos grupos rejeitados crescerem e tomarem forma, derrubando todos esses (pre) conceitos e revolucionando a sociedade.

Hoje em dia só fica sozinho quem assim deseja. As redes sociais estão ai, conectando pessoas com interesses em comum, espalhando suas próprias ideias mundo afora.

Revolução Digital: Viramos Dinossauros

Quem nasceu no século passado sabe como é sentir-se um dinossauro...

Trabalhos escolares eram feitos consultando dezenas de volumes da enciclopédia Barsa...

Telefones tinham fio e demorava meses para conseguir uma linha telefônica...

Amigos distantes se correspondiam através de cartas escritas a mão e postadas nos Correios...

Pais e professores eram autoridades superiores e inquestionáveis...

Estes são apenas alguns exemplos do quanto tudo mudou em tão pouco tempo. Viramos gerações ultrapassadas e perdidas num mundo para o qual não fomos preparados para viver.

Nesse processo de aprendizado entra tudo, inclusive a forma como nos relacionamos nos meios digitais. Afinal, como lidar com toda essa diversidade, nós que tivemos tão pouca liberdade?

Entender a origem das incertezas é essencial para compreender que estamos vivendo um processo de transformação coletivo. Uma busca por maior respeito e compreensão. Todos querem ser ouvidos...

Mas será que estamos ouvindo uns aos outros? Todos falam juntos. Quem está escutando?

Respeitar as Diferenças: Simples assim

Essas questões servem para refletir o quanto vivemos numa sociedade originalmente castrativa e promotora da infelicidade.

Acredito que o maior desafio para alcançar a simplicidade é descomplicar esses velhos conceitos e abrir-se para o mundo novo que está aí. É um processo de desconstrução interior.

Compreender que a vida é simples e todos estão na mesma jornada. Cada um com sua própria história, traumas e dores para administrar.

De repente começamos a perceber que a resposta não está em erguer bandeiras uns contra os outros, mas sim em ter mais empatia com os sentimentos de cada um.

Não precisa excluir o Facebook e nem limpar a lista de amigos. Não precisa concordar para respeitar.

Respeitar as diferenças é saber que o nosso limite vai até o espaço do outro. É entender que discussões e debates podem esquentar, mas não precisam virar uma guerra.

É ter noção que nessas discussões alguém terá que desistir primeiro, desapegar do próprio ego e levantar a bandeira da paz. Por que não começar por si mesmo?

Simplificar a vida na era das redes sociais pode ser meio difícil, mas é o caminho mais justo e consciente a se tomar.

No fim das contas somos todos iguais. Seres em busca de liberdade para abraçar as próprias escolhas de vida sem medo de ser feliz.


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